Em mês de eleições, a E&M foi à procura das medidas económicas mais relevantes dos partidos políticos que concorrem para governar o país nos próximos cinco anos. Destaca-se que em termos de compromissos, apresentados através de metas claras e mensuráveis, poucos são os partidos que avançam com números, sendo que quando o fazem, na maioria dos casos, não fica claro como pretendem atingir esses objectivos macroeconómicos.
É num quadro de desaceleração económica que os partidos políticos concorrem às eleições gerais de 2017-2022. De facto, o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola está a cair desde 2012, ano em que a economia cresceu 8,5%, tendo-se chegado a 2016 com o PIB a dar uma queda de 3,6%.
Daí que seria de esperar um maior nível de compromisso nas metas e objectivos para retirar a economia angolana do actual cenário de fraco e insuficiente crescimento económico, na medida em que as perspectivas de instituições internacionais apontam para que, até 2021, a taxa de crescimento média do PIB nacional se situe em torno dos 2,8%.
Sobre o cenário macroeconómico, o MPLA é o único partido que se compromete com alguns números, nomeadamente em atingir uma taxa média anual de crescimento do PIB não inferior a 3,1%, durante a próxima legislatura. Para a inflação, o actual partido no Governo compromete-se a chegar a 2022 com o índice de preços no consumidor abaixo dos dois dígitos, o que não será tarefa fácil se considerarmos que em 2016 a inflação atingiu o patamar dos 42% e que em 2017 ainda se deverá situar em torno dos 30%.

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