Economia e Mercado

Tudo sobre o mundo dos negócios em Angola.

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  • REFORMA EDUCATIVA - QUALIDADE DE ENSINO NÃO FAZ SORRIR

    EDIÇÃO Nº 148

    REFORMA EDUCATIVA - QUALIDADE DE ENSINO NÃO FAZ SORRIR


    A Segunda Reforma Educativa do sistema de ensino em Angola, iniciada em 2004, teve quatros objectivos gerais, nomeadamente, a expansão da rede escolar; a melhoria da qualidade de ensino; o reforço da eficácia do sistema de educação e a equidade do sistema de educação, que foram alcançados “satisfatoriamente”, segundo o ministro da Educação, que é contrariado por técnicos e gestores ligados ao sector, segundo os quais o maior avanço ocorreu apenas ao nível do aumento da oferta de salas de aula. Mas Pinda Simão também reconhece que, em relação à qualidade de ensino, ainda há muito por se trabalhar, pois esta vai além dos números. Entretanto, os números, quando se trata de investimento e alocação orçamental para a educação, não deixam de ser fundamentais. Aliás, o desafio é que eles cresçam e permitam a execução dos principais programas do sector, que nos últimos dois anos sofreram um corte de 35%.

    • UMA SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS DO SISTEMA FINANCEIRO
      A governança corporativa pretende assegurar que as empresas apresentem melhor performance, melhor controlo e protecção dos investidores. Em Angola, esta prática requer novas estruturas e atitudes. Faltam normas e vontade política, mas algumas empresas já têm dado passos na matéria.
    • ACELERAR SOBRE DUAS RODAS PARA NÃO PASSAR FOME
      A escassez de transportes públicos levou a que algumas zonas urbanas da cidade capital também fossem “invadidas” pelos moto-táxis, vulgo kupapatas, termo oriundo da língua Umbundu que em português significa “apalpar”. A actividade de moto-táxi terá surgido no país há mais de duas décadas (em 1991) na província de Benguela, logo após a desmobilização das tropas angolanas, em cumprimento dos Acordos de Paz de Bicesse.
       
    • TUDO EM NOME DO ACORDO DA OPEP
      A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ressuscitou, no início de Dezembro, os limites de produção do cartel. A medida tem como objectivo restringir a oferta da commodity e estimular um aumento nos preços, algo necessário tanto para o reequilíbrio orçamental dos países do grupo, quanto para a recuperação da indústria de energia, que reduziu investimentos após a queda no preço dos barris.
  • PRODUÇÃO DE MADEIRA - TRANSFORMAR PARA EXPORTAR COM VALOR

    EDIÇÃO Nº 153

    PRODUÇÃO DE MADEIRA - TRANSFORMAR PARA EXPORTAR COM VALOR

    O sector florestal, particularmente a produção de madeira, foi eleito como uma das fontes de captação de divisas, no âmbito da diversificação economia e das fontes de tributárias do Estado. Entretanto, ao mesmo tempo que enfrenta o desafio de garantir uma gestão sustentável dos recursos, Angola também precisa de, urgentemente, dinamizar a indústria transformadora, na medida em que o país perde divisas ao exportar produtos não transformados, aos quais não é agregado nenhum tipo de valor. Este, de resto, é um cenário que se verifica no sector produtivo angolano. Aliás, o país produz petróleo, porém não dispõe de refinarias suficientes para a sua transformação.

    • Devastação florestal e saque da madeira angolanaAngola está a sofrer “um corte anárquico e insustentável” das suas riquezas vegetais, incluindo espécies nobres – uma devastação que ocorria de forma camuflada, mas que a partir de 2016 passou a fazer-se às claras, sem qualquer ganho para a economia do país e sem replantação, em prejuízo da flora e da fauna. Vladimir Russo, líder da ambientalista Fundação Kissama, e outros cidadãos preocupados pronunciam-se sobre o assunto. 
    • Produção de madeira - Investigação e reflorestamento antes dos lucrosA empresa Estrela da Floresta é, desde há um ano, responsável pela gestão da exploração florestal no Planalto Central, após ter assinado com o Governo um contrato de concessão de terras a longo termo para desenvolver uma grande plantação de madeira numa área com mais de 80 mil hectares nas províncias de Benguela, Huambo, Huíla e Bié. Neste momento, a empresa está focada no relançamento de uma indústria de florestas sustentável em Angola, criadora de novas oportunidades de negócios e de empregabilidade. 
    • Produção da Madeira Entrevista - Tomás Caetano, director do Instituto Nacional de Desenvolvimento Florestal “Existe um grande défice de indústrias de transformação”

      A madeira foi eleita como um produto de exportação e captação de divisas para a economia angolana, no âmbito da diversificação das fontes de receita do país, um processo que iniciou depois de despoletar a baixa do preço no petróleo no mercado internacional. Entretanto, apesar da vasta área de floresta explorável, estimada, actualmente, em mais de 60 milhões de hectares, a participação do sector PIB a angolano ainda é insignificante, não só devido à baixa produção, mas sobretudo devido ao défice de uma indústria transformadora, afirmou o director do Instituto Nacional de Desenvolvimento Florestal, Tomás Caetano. “O país pode ser auto-suficiente em termos de produção de madeira, mas existe um grande défice de indústrias de transformação”, disse, acrescentando que “é necessário que se invista no processo de semi-transformação e na transformação”.

EDIÇÃO Nº 148

REFORMA EDUCATIVA - QUALIDADE DE ENSINO NÃO FAZ SORRIR


A Segunda Reforma Educativa do sistema de ensino em Angola, iniciada em 2004, teve quatros objectivos gerais, nomeadamente, a expansão da rede escolar; a melhoria da qualidade de ensino; o reforço da eficácia do sistema de educação e a equidade do sistema de educação, que foram alcançados “satisfatoriamente”, segundo o ministro da Educação, que é contrariado por técnicos e gestores ligados ao sector, segundo os quais o maior avanço ocorreu apenas ao nível do aumento da oferta de salas de aula. Mas Pinda Simão também reconhece que, em relação à qualidade de ensino, ainda há muito por se trabalhar, pois esta vai além dos números. Entretanto, os números, quando se trata de investimento e alocação orçamental para a educação, não deixam de ser fundamentais. Aliás, o desafio é que eles cresçam e permitam a execução dos principais programas do sector, que nos últimos dois anos sofreram um corte de 35%.

  • UMA SOLUÇÃO PARA OS PROBLEMAS DO SISTEMA FINANCEIRO
    A governança corporativa pretende assegurar que as empresas apresentem melhor performance, melhor controlo e protecção dos investidores. Em Angola, esta prática requer novas estruturas e atitudes. Faltam normas e vontade política, mas algumas empresas já têm dado passos na matéria.
  • ACELERAR SOBRE DUAS RODAS PARA NÃO PASSAR FOME
    A escassez de transportes públicos levou a que algumas zonas urbanas da cidade capital também fossem “invadidas” pelos moto-táxis, vulgo kupapatas, termo oriundo da língua Umbundu que em português significa “apalpar”. A actividade de moto-táxi terá surgido no país há mais de duas décadas (em 1991) na província de Benguela, logo após a desmobilização das tropas angolanas, em cumprimento dos Acordos de Paz de Bicesse.
     
  • TUDO EM NOME DO ACORDO DA OPEP
    A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ressuscitou, no início de Dezembro, os limites de produção do cartel. A medida tem como objectivo restringir a oferta da commodity e estimular um aumento nos preços, algo necessário tanto para o reequilíbrio orçamental dos países do grupo, quanto para a recuperação da indústria de energia, que reduziu investimentos após a queda no preço dos barris.

EDIÇÃO Nº 153

PRODUÇÃO DE MADEIRA - TRANSFORMAR PARA EXPORTAR COM VALOR

O sector florestal, particularmente a produção de madeira, foi eleito como uma das fontes de captação de divisas, no âmbito da diversificação economia e das fontes de tributárias do Estado. Entretanto, ao mesmo tempo que enfrenta o desafio de garantir uma gestão sustentável dos recursos, Angola também precisa de, urgentemente, dinamizar a indústria transformadora, na medida em que o país perde divisas ao exportar produtos não transformados, aos quais não é agregado nenhum tipo de valor. Este, de resto, é um cenário que se verifica no sector produtivo angolano. Aliás, o país produz petróleo, porém não dispõe de refinarias suficientes para a sua transformação.

  • Devastação florestal e saque da madeira angolanaAngola está a sofrer “um corte anárquico e insustentável” das suas riquezas vegetais, incluindo espécies nobres – uma devastação que ocorria de forma camuflada, mas que a partir de 2016 passou a fazer-se às claras, sem qualquer ganho para a economia do país e sem replantação, em prejuízo da flora e da fauna. Vladimir Russo, líder da ambientalista Fundação Kissama, e outros cidadãos preocupados pronunciam-se sobre o assunto. 
  • Produção de madeira - Investigação e reflorestamento antes dos lucrosA empresa Estrela da Floresta é, desde há um ano, responsável pela gestão da exploração florestal no Planalto Central, após ter assinado com o Governo um contrato de concessão de terras a longo termo para desenvolver uma grande plantação de madeira numa área com mais de 80 mil hectares nas províncias de Benguela, Huambo, Huíla e Bié. Neste momento, a empresa está focada no relançamento de uma indústria de florestas sustentável em Angola, criadora de novas oportunidades de negócios e de empregabilidade. 
  • Produção da Madeira Entrevista - Tomás Caetano, director do Instituto Nacional de Desenvolvimento Florestal “Existe um grande défice de indústrias de transformação”

    A madeira foi eleita como um produto de exportação e captação de divisas para a economia angolana, no âmbito da diversificação das fontes de receita do país, um processo que iniciou depois de despoletar a baixa do preço no petróleo no mercado internacional. Entretanto, apesar da vasta área de floresta explorável, estimada, actualmente, em mais de 60 milhões de hectares, a participação do sector PIB a angolano ainda é insignificante, não só devido à baixa produção, mas sobretudo devido ao défice de uma indústria transformadora, afirmou o director do Instituto Nacional de Desenvolvimento Florestal, Tomás Caetano. “O país pode ser auto-suficiente em termos de produção de madeira, mas existe um grande défice de indústrias de transformação”, disse, acrescentando que “é necessário que se invista no processo de semi-transformação e na transformação”.

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