O Banco Nacional de Angola deverá ficar com uma participação residual no capital social da Empresa Interbancária de Serviços (Emis), a entidade que gere o cartão Multicaixa e a rede de terminais multibancos no país, disse o presidente da comissão executiva da empresa, José Gualberto de Matos.



Citado pelo Jornal de Angola, José Gualberto de Matos, sublinha que o Banco Nacional de Angola (BNA), actualmente com uma participação de 41% do capital da Emis, deverá reduzi-la gradualmente até ficar com uma participação residual, apenas uma “golden share” (tipo de participação que confere direitos sociais aos seus detentores).

"Os termos da saída do BNA da empresa que gere a rede Multicaixa e os terminais de pagamento automático (POS) em Angola “ainda vai ser discutida”, disse ainda aquele responsável", reforça José de Matos.

José de Matos acrescenta que o BNA esteve no início da Emis, com 100% do capital, para dar sustentação à entidade. Para poder ter esta participação, sublinha, o banco central teve de receber uma autorização legislativa especial, tendo sido então criada uma entidade instrumental.

A página electrónica da Emis informa que, depois do BNA, os accionistas com mais de 4% do capital da entidade eram, no final de 2013, o BFA, BPC, o Banco BIC e o BAI, tendo a generalidade dos restantes bancos accionistas posições abaixo de 2%.

Em 2014, de acordo com o gestor, a rede de Multicaixa cresceu cerca de 24%, fixando-se em 2.627 máquinas, e os Terminais de Pagamento Automático aumentou 60%, fixando-se perto de 50 mil unidades.