Idalberto Chiavenato, Luciano Filho e João Saveia têm em comum o facto de liderarem com a questão dos recursos humanos.

Na condição de académicos ou gestores nesta área, eles revelam os novos conceitos aplicados nas empresas que têm uma visão estratégica moderna.

Já lá vai o tempo em que as empresas simplesmente administravam os recursos humanos sem muita preocupação com a concorrência ou com os seus objetivos. A globalização da economia impôs desafios que obrigam as empresas a fazerem agora uma rigorosa gestão dos seus talentos.

O especialista na matéria Idalberto Chiavenato assinala que, “frequentemente, buscamos velhas soluções para problemas novos. Devo lembrar que, no passado, víamos as organizações como um conjunto de recursos financeiros, materiais e humanos, mas essa visão é antiga e ultrapassada”.

“As empresas, hoje, são muito mais do que isso, pois representam países, difundem cultura e conhecimento, e assumem uma importância crescente para o desenvolvimento humano, exemplificou.

Nesse sentido, os gestores de pessoas, os profissionais de recursos humanos, adquirem uma importância vital, pois a entrada das empresas neste novo cenário dá-se, essencialmente, pelas pessoas”.

O professor brasileiro, autor do “best-seller” Recursos Humanos – O Capital Humano das Organizações, teceu estas considerações no Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas.

O evento, que é o maior do género na América Latina e o terceiro do Mundo, foi organizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos e reuniu congressistas de diferentes países como Angola, Brasil, Bolívia e Moçambique. Teve a participação de palestrantes do Brasil, Estados Unidos da América (EUA) e Suíça.

Distinguido com a Comenda de Recursos Humanos, Idalberto Chiavenato é um especialista na área de administração de empresas e de recursos humanos que tem os seus conceitos adoptados por administradores da América Latina, Espanha, Portugal e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Os seus mais de 30 livros sobre administração, 17 dos quais estão traduzidos para várias línguas, ajudam a formar profissionais de administração e gestão de pessoas em muitos países.

Idalberto Chiavenato, que já leccionou em várias universidades e é consultor de empresas, sugere que, na hora de recrutar e planear os recursos humanos, os gestores devem lembrar-se de um aspecto básico: “O tipo de força de trabalho e os talentos necessários para atingir os objectivos organizacionais num determinado período.”