Quinhentas mil toneladas de pescado diverso são capturadas anualmente em Angola pelas frotas industrial, semi-industrial e artesanal, informou no passado dia 19, em Ndalatando, província do Cuanza-Norte, a ministra das Pescas, Victória de Barros Neto.
As declarações da ministra foram proferidas na abertura do primeiro Conselho Consultivo do Ministério das Pescas que decorreu sob lema “Pescas e Aquicultura, aposta certa para a segurança alimentar e nutricional”. Victória de Barros Neto referiu que desta cifra 200 mil toneladas são provenientes das frotas industriais, o que corresponde a 42% do total da produção de pescado, que normalmente é feita por parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras.
“Em termos de produtivos, assistimos com bastante agrado ao aumento dos índices de produção da pesca artesanal de uma forma geral, representando em 2016 cerca de 39% das capturas a nível nacional e de 20% relativamente ao Programa Nacional de Desenvolvimento (PND), 2012-2017”, disse a ministra.
Segundo Victória de Barros, o sector das pescas beneficiou nos últimos anos de grandes investimentos privados no domínio do processamento e transformação de pescado, com destaque para o Pólo Industrial do Tômbua, na província do Namibe, onde foram reabilitadas cinco empresas ligadas à área de congelação, produção de farinha de peixe e conservas.
No domínio da indústria salineira, que também foi abordada no encontro, a ministra salientou que este sector foi das indústrias que mais cresceram no quinquénio em termos de produção, com destaque para as localizadas na província de Benguela, enfatizando que o país tem condições para produzir sal em escala, “pelo que encorajamos os nossos empresários a dedicarem-se à indústria do sal”.