O turismo é um sector fundamental e vital para o desenvolvimento socio-económico do país. Entre 2014 e 2016, o país registou cerca de 500 a 650 mil turistas entre nacionais e estrangeiros. O empresário Carlos Cunha defende a potenciação da cultura do turismo interno com vista a “despertar o interesse dos nacionais para que desenvolvam a actividade turística”. Já o director do Instituto de Fomento Turístico de Angola (INFOTUR), Eugénio Clemente, e operadores de agências de viagens reclamam uma melhor estruturação do sector.
Carlos Cunha defendeu o incremento do turismo interno durante a realização das “Conversas sobre Turismo”, um evento realizado nas instalações da Academia BAI e durante o qual o empresário se mostrou preocupado com a situação do sector, referindo que os cidadãos nacionais “não têm o hábito de passear e conhecer o país, achando que só os estrangeiros devem ter o interesse em conhecê-lo”.
Dados do Instituto de Fomento Turístico (INFOTUR) indicam que o país registou entre os anos 2014 e 2016 um número de turistas calculado entre os 500 e os 650 mil, bem como a existência de 196 hotéis e 1.286 hospedarias, num total de 24.033 quartos que permitiu a criação de 219.349 empregos. Um quadro que o governo angolano pretende intensificar, tendo manifestado a intenção de transformar o turismo num sector estratégico de dinamização da economia.
Carlos Cunha indica, entre muitas razões para o Estado angolano investir no turismo, o facto de o sector “oferecer potencialidades para a diversificação da economia”, tal como o rápido retorno dos investimentos, o emprego que cria graças à logística hoteleira e à indústria transversal (transportes, serviços e outros), e o seu consequente impacto social, defendendo a “angolanização dos serviços e do consumo hoteleiro”.



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