O posicionamento geográfico da província do Kwanza Sul faz dela uma confluência de caminhos que facilitam o escoamento de mercadorias para todas as zonas do território angolano, enquanto as suas características geomorfológicas revelam-se propícias ao desenvolvimento da agricultura polivalente, pecuária e pesca, transformando-a numa das regiões prioritárias para o desenvolvimento do país. Com o intuito de promover a estabilidade económica, política e social da província e identificar mercados internos e externos para fazer circular produtos locais que já têm a qualidade desejada mas carecem de um mercado de consumo, foi realizada, em Setembro, a primeira edição da Feira Internacional do Kwanza Sul.

Apesar das dificuldades que a província ainda enfrenta, o Governo Provincial do Kwanza Sul tem-se empenhado por cativar investimentos nacionais e estrangeiros com vista no desenvolvimento da região e relançamento da sua economia. Foi neste âmbito que se realizou, de 11 a 14 de Setembro, a primeira edição da Feira Internacional do Kwanza Sul, sendo a cerimónia de abertura presidida pelo ministro da Economia, Abraão Gourgel.

No seu discurso de inauguração do evento, o governador da província, Eusébio de Brito Teixeira, esclareceu que “a Expo Kwanza Sul, que se realiza sob o lema ‘Kwanza Sul na rota do desenvolvimento agro-industrial e pescas’, assume-se como uma feira de referência para o mercado angolano, agregando uma centena de empresas e entidades no âmbito nacional e internacional nos mais variados sectores, tendo como base fundamental a componente de exposição, a realização de um círculo de conferências, leilão de gado, entre outras acções.”

Com o objectivo de apresentar as oportunidades de negócio na região, estimular a captação de investimento privado, o estabelecimento de parcerias estratégicas e contribuir para o fomento do desenvolvimento socioeconómico de uma região que tem um enorme potencial, a Expo Kwanza Sul reuniu os mais diversos sectores de actividades numa amostra singular do potencial económico da região e das propostas internacionais nos diversos sectores. 140 empresas nacionais e estrangeiras participaram neste projecto, contribuindo para a promoção ao surgimento de novas indústrias competitivas, cujo desenvolvimento dependerá apenas da criatividade, competência e empreendedorismo humano.

Quanto à representação de países estrangeiros, estiveram presentes o Brasil, Portugal, França, Argentina, Paquistão, África do Sul e Namíbia. França e Argentina tiveram uma maior representação, com 12 expositores cada.

A Expo Kwanza Sul ofereceu uma oportunidade de negócios aos expositores, agrupados nos sectores da agricultura, agro-pecuária, automobilismo, banca, calçado e vestuário, cerâmica, comércio geral, construção civil, educação, formação e cultura, energia e petróleo, hotelaria e turismo, imobiliário, máquinas e equipamentos, entre outros. Uma das inovações trazidas pela Feira Internacional do Kwanza Sul foi a criação de um espaço para exposição das mulheres empreendedoras de todas as províncias do país, com produtos como trajes e artigos culturais de cada região. Durante os dias do evento também se realizaram palestras, nas quais foram abordados temas do sector da agricultura, indústria e desenvolvimento sectorial do Kwanza Sul, entre elas o fórum sobre Inseminação Artificial nos Animais.

O evento decorreu na cidade do Wako Kungo, numa área bruta de 90 mil metros quadrados, dois mil dos quais continham o pavilhão principal, com 62 stands de exposição de uma variedade de produtos e serviços. Na área adjacente foram montadas tendas destinadas à exposição de máquinas e equipamentos dos sectores agro-pecuário, indústrias transformadoras e extractivas, empresas de construção civil e de concessionárias de viaturas.

Vários empresários mostraram-se satisfeitos com esta primeira edição da Expo Kwanza Sul, considerando-a um sucesso. Realizaram-se parcerias entre as empresas participantes e locais, que prometem regressar na próxima edição. O Governador Eusébio de Brito Teixeira garantiu, no final da gala de premiação e encerramento, que a primeira edição do certame demonstrou a necessidade de se realizar outros eventos nos próximos anos, com o fim de atrair mais investidores.

Saiba mais lendo a edição impressa de Setembro, nº121. Economia & Mercado… Quem lê, sabe mais!