A vida das populações de Sacatombe, Sacapamba, Luhemba 1 e 2, Tchindjalala e Marco 25, no município do Luau, província do Moxico, tem a partir de agora um novo horizonte. É que depois de anos a fio sem água para o consumo e de terem de fazer longas caminhadas até aos rios para obterem o líquido precioso, eis que, num ápice, o sonho destas populações se torna uma realidade, com a inauguração de cinco sistemas de captação e distribuição de água potável, no quadro do programa “Água para Todos”.
 
Fernanda Dina, 48 anos, é uma das aldeãs de Sacatombe. Quando viu a delegação chefiada pelo secretário de Estado da Energia e Águas, Luís Filipe da Silva, chegar ao local para proceder ao corte da fita de um dos empreendimentos inaugurados no âmbito do programa “Água para Todos”, não se conteve e vibrou como as demais mulheres da aldeia. É que aquele dia era o culminar de uma longa vida de idas ao rio para acarretar água para o consumo e afazeres domésticos. Aliás, o “mar” de gente que aguardava o momento pronunciava a satisfação de todos por um dia que era há muito aguardado. Desde que o país se tornou independente estas aldeias nunca beneficiaram de água potável devido razões conjunturais, essencialmente ligadas ao longo conflito armado vivido logo depois do 11 de Novembro de 1975 e que se prolongou até 2002.


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