Angola pretende estar a receber cerca de 4,7 milhões de turistas até 2020, afirmou recentemente em Luanda Carlos Borges, consultor do Ministério da Hotelaria e Turismo, sendo que aquela meta representa um crescimento de mais de mil por cento em relação aos números actuais.

No decurso do Fórum Empresarial sobre Turismo, realizado à margem da 28ª Assembleia-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que concluiu os seus trabalhos quarta-feira, o governo de Angola pretende colocar o país, já em 2015, entre as principais rotas do turismo internacional.

Aquele número de turistas, segundo o responsável, representará um encaixe financeiro de 5,5 mil milhões de dólares, contribuindo com sete por cento para o Produto Interno Bruto (PIB).

Dados do Ministério da Hotelaria e Turismo de Angola indicam que o país recebeu 300 mil turistas em 2009 e 400 mil em 2010.

Carlos Borges apresentou o Plano Director do Turismo em Angola, que visa mudar o actual quadro deste sector, que regista défices de mão-de-obra qualificada, leis actualizadas, meios de trabalho eficientes e uma inventariação e caracterização dos seus activos turísticos.

O plano indica que Portugal (24 por cento), China (14 por cento) e Brasil (13 por cento), por razões económicas, são os países que alavancam o sector do turismo no país.

De acordo com Carlos Borges, os angolanos representam dois terços do turismo no país, razão pela qual a visão estratégica para o desenvolvimento do sector aponta para apostas em primeiro lugar no turismo interno, seguido do regional e do internacional.

A estratégia, de acordo com o plano, passa ainda pelo aumento da frequência de voos para os mercados prioritários, a redução dos preços das passagens aéreas e a melhoria dos acessos rodoviários, ferroviários e portuários.